Juros compostos

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Muitas pessoas, quando o assunto é guardar dinheiro, falam que possuem investimentos em bancos, como, por exemplo, poupança, CDB; outras, investem em corretora, mas sempre temos aquela pessoa conservadora ao extremo que argumenta: “Bom mesmo é guardar dinheiro embaixo do colchão!”.

Será mesmo? Neste artigo, vamos explicar a famosa mágica dos juros compostos.

O que significa juros?

É um tipo de remuneração cobrada pelo empréstimo de dinheiro. O seu valor é expresso como um percentual sobre o valor emprestado. Logo, quanto maior a taxa aplicada ao dinheiro emprestado, maior a rentabilidade.

Quando o investidor adquire um título – como um título de Tesouro Direto ou CDB, por exemplo –, está emprestando seu dinheiro a um emissor e, assim, é pago com juros.

Juros, a grosso modo, são “o preço do dinheiro”. Na prática, temos dois tipos de juros: o simples e o composto. O interessante para nós são os juros compostos, pois são eles que fazem a mágica.

Como os juros trabalham a nosso favor? 

Tenha uma coisa em mente: no mundo real, os juros são sempre compostos, pois eles que são interessantes para bancos, poupança, fundos de investimentos, cheque especial, etc.

Assim, os ganhos de cada período incidem sobre os ganhos passados, fazendo com que isso se torne uma espécie de “bola de neve”. Logo, o que você lucrou no período anterior soma com o valor atual e assim por diante.

É simplesmente dessa forma que a “mágica” acontece.

No entanto, muitas pessoas se perdem quando são as tomadoras de dívida e esse endividamento começa a se acumular. Um exemplo disso é o cartão de crédito.

Os juros compostos estão sempre a favor do investidor?

Na renda fixa, o poder dos juros compostos conta a seu favor, pois o rendimento é somado ao montante e gera a “bola de neve”. Já na Bolsa, apesar de ações não pagarem juros, seus retornos também são compostos.

Pegue como exemplo que Ibovespa subiu 10% em um ano e mais 10% no ano seguinte. Após isso, seu retorno será de 21% (composto) e não de 20% (simples).

É possível sim ficar rico com juros compostos, mas não existe mágica. O segredo é disciplina e foco em poupar. 

Em uma breve comparação, fica em evidência o poder dos juros compostos.

Por exemplo: Joana investiu R$ 10 mil anualmente, dos 25 aos 35 anos de idade. No total, ela aplicou R$ 100 mil e deixou o dinheiro rendendo até se aposentar, aos 65 anos. Já Antônia investiu R$10 mil anualmente, entre os 35 e os 65 anos. No total, ela reservou R$ 300 mil.

Quem se aposentou com mais dinheiro?

Mesmo Joana tendo aplicado um valor menor, como ela começou a reservar seu capital da sua aposentadoria mais cedo, os juros compostos tiveram mais tempo para trabalhar e logo o efeito “bola de neve” fez efeito e — ao fim do período —ela obteve um patrimônio acumulado de R$ 3.059.083,86.

Antônia, entretanto, que deixou para começar a se preocupar com o futuro em uma idade mais avançada, investiu mais dinheiro, mas teve um resultado pior: seu patrimônio acumulado foi de R$ 1.809.434,25.

O tempo joga a favor do investidor quando seu dinheiro está bem distribuído. Assim, ele soma ganhos e atinge seus objetivos antecipadamente.

Mas como eu consigo um resultado excelente através dos anos? Simples: apenas disciplina para seguir o plano. Pense em suas finanças com objetivos certeiros e faça de tudo para atingi-los. Crie objetivos de curto, médio e longo prazo, para que poupar faça parte da sua vida e que você tenha um resultado sempre por perto para te motivar!

Planejamento e disciplina são o segredo para a conquista. E, lembre-se, ninguém constrói uma casa amontoando tijolos! Sempre faça e refaça seus planejamentos. A Clínica do Enriquecer está à disposição para lhe auxiliar nos seus planejamentos financeiros! Conte conosco.

Ficou alguma dúvida sobre juros compostos?

Entre em contato conosco pelo contato@clinicadoenriquecer.com.br

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