Investindo melhor a dois

Tempo de leitura: 7 minutos

Como planejar as finanças, controlar despesas, definir objetivos e investir a dois? Esse é um tema que aparece bastante nos dias de hoje, principalmente, com as pessoas buscando se conscientizar mais sobre seus gastos.

Neste artigo, vamos procurar orientar o casal que procura levar uma vida mais leve e sem se preocupar com aquele cartão de crédito gigante no fim do mês.

Indicação de leitura Clínica do Enriquecer:

Casais inteligentes enriquecem juntos – Gustavo Cerbasi.

Como superar desafios de lidar com dinheiro a dois?

Existem estudos que concluem que pessoas casadas são mais felizes que solteiras. Mas não é tão simples assim. Uma relação com o dinheiro costuma ser um dos maiores desafios na vida a dois e, também, um dos principais agentes causadores de discussão.

Por trás de uma conversa sobre dinheiro, pode haver receio de ser julgado, ansiedade sobre o futuro e outros sentimentos que, às vezes, não conseguimos identificar.

Seria um tabu social falar sobre dinheiro? Quanto recebo no mês? Com o que eu gasto meu dinheiro? Existe sim um tabu, mas nossa função é acabar com isso, fazendo com que os casais falem sobre dinheiro, preenchendo a lacuna sobre educação financeira existente em nosso cotidiano.

Não existe uma fórmula mágica para resolver um problema sobre finanças a dois, mas temos dicas que podem começar a auxiliar um casal que quer começar a poupar, traçar objetivos e fazer o dinheiro realmente trabalhar a seu favor.

Quando é a hora de começar a falar sobre dinheiro na relação?

Outro tabu que precisamos quebrar logo de início: a hora para começar a falar sobre dinheiro é o quanto antes!

Sabemos que cada casal tem seu tempo, mas quando se assume um compromisso de viver a dois, isso deve ser estudado o mais breve possível, para que metas sejam traçadas e ambos consigam usufruir delas. Não tem como não falar sobre dinheiro!

Se caso for complicado falar sobre dinheiro, considere a dica de Jesse Mecham em seu livro “You Need a Budget”: é muito mais fácil falar sobre dinheiro sob a ótica de um orçamento. “Não é sobre a minha dívida ou a sua dívida, os meus gastos ou os seus gastos. É sobre como tudo se encaixa dentro do orçamento do casal”.

Meu parceiro (a) não gosta de falar sobre dinheiro, o que eu faço?

Este é um problema comum hoje nos relacionamentos. O objetivo disso é ter um plano factível para construir um futuro juntos! Independente de como for o que planejam (compra de um imóvel, viagens, uma chácara) significa liberdade e flexibilidade do casal, e isso tem que ser discutido de uma forma ou outra.

Procure começar conversando sobre objetivos, metas que querem atingir, fazendo com que seu parceiro (a) procure poupar um pouco mensalmente para que o objetivo se torne real.

Calma! Ter uma meta para poupar não significa controlar seu parceiro em detalhes sobre seus gastos. Tente ajudar seu companheiro (a) a ver uma futura realização em seus objetivos.

Alguns fatores que você deve saber sobre seu parceiro (a) para começar ajuda-lo (a) a poupar:

– Como é seu comportamento financeiro no dia a dia?

– O que pensa sobre o dinheiro? No que acredita?

– Qual seu legado para o relacionamento? Dívidas? Investimentos?

Devo contar meu salário?

Quando um casal possui objetivos em comum para o futuro, é necessário que haja um planejamento em cima disso. Para construir orçamentos, ambos precisam saber valores reais, quanto sobra de dinheiro, quanto custa cada item que possuem de gasto, custos, entre outros. Tudo tem que ser colocado na ponta do lápis para possuírem algo factível e possível.

Caso vocês possuam receio de abrir isso, reflitam sobre seus motivos. Provavelmente a causa disso deve ser menor do que o objetivo que vocês querem alcançar. Então procure sempre ter um jogo aberto sobre isso e não esconda nada. Inclusive, existe um termo quando um parceiro esconde do outro seus gastos e isso se chama Infidelidade Financeira.

Quando se tem um plano juntos, significa apoiar um ao outro em todos os fatores, e se tudo der errado, como, por exemplo, um perder o emprego ou alguma emergência, será a outra pessoa que deverá segurar as pontas por algum tempo. Como se preparar para isso? É simples. Traçando planos.

Não concordo da forma como ela ou ele gasta seu dinheiro

Viver a dois não exclui a individualidade de cada um, e é saudável que cada um possua objetivos individuais e interesses pessoais, cultivando hobbies e usando seu dinheiro de forma distinta.

Mas, se você discorda de como a outra pessoa gasta o dinheiro, converse, pergunte qual o objetivo desse gasto, se realmente é necessário. As contas estão pesando no seu bolso? Há uma sensação de injustiça? Ou é apenas uma comparação? Abra o jogo sempre!

Antes de qualquer coisa, construir um orçamento juntos, vocês precisam considerar o que é uma prioridade para o casal, determinando, assim, com o que o dinheiro deve ser gasto. Respeitando a individualidade, será muito mais fácil falar sobre dinheiro.

Como é a melhor forma de gerenciar o dinheiro em casal?

Antes de tudo, é necessário traçar um orçamento que vocês construíram juntos e ir monitorando diariamente, verificando se está tudo bem e o que precisa mudar.

Ter um orçamento significa que o casal tem um limite de gastos, contando com moradia, alimentação, transporte, diversão. Aqui, é importante discutir sobre prioridades neste orçamento e sobre como conseguir melhorar cada vez mais, sempre traçando planos para o futuro e poupando mensalmente.

Diferenças salariais são comuns. Cabe ao casal definir se irão somar as fontes de renda ou tratarão de forma separada as entradas de cada um. A transparência é fundamental entre o casal.

Conta conjunta?

Isso fica a critério do casal, porém já adiantamos que não é necessário.

Existem pessoas que defendem que um casal ter um cartão de crédito é melhor, tanto para facilidade operacional, quanto para controle de gastos, mas acredito que isso possui muitas variáveis.

Outro argumento é a questão de mais créditos e investimento, pelo saldo maior em conta. Mas, hoje, com contas digitais isentas de taxas disponíveis por aí, isso cai por terra.

Quanto poupar por mês?

Consultores financeiros em geral dizem em um percentual de 10% a 15% da renda mensal, se vocês têm até 35 anos, com o objetivo de manter a renda após a aposentadoria, mas não se prendam a essas referências.

O quanto cada casal deve poupar depende de seu orçamento, prioridades e planos para o futuro.

Se um dos objetivos é conquistar a independência financeira nos próximos anos, é importante otimizar esse orçamento para uma porção maior de aportes, fazendo com que chegue o quanto antes a esse objetivo.

Onde devemos investir nosso dinheiro?

O ideal é você elaborar um planejamento financeiro com especialistas para definir qual melhor o investimento de acordo com seus objetivos.

Lembre-se sempre de manter uma reserva de emergência equivalente a seis meses de despesas familiar para lidar com imprevistos.

Se você está procurando algo para curto prazo, procure investimentos de renda fixa, sem risco de variação negativa, como Tesouro Selic, CDB ou Fundos de renda fixa.

Lembrando que poupança não é mais uma alternativa.

Para planos de médio a longo prazo, diversificar aplicações e construir uma carteira equilibrada em investimentos é o melhor caminho.

Na Clínica do Enriquecer, ajudamos as pessoas a planejar e controlar suas finanças.

Entre em contato conosco para mais informações:
contato@clinicadoenriquecer.com.br
ou pelo telefone (15) 98157-7672

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